Santa Casa de Franca: único hospital filantrópico da região que realiza captação de órgãos e transforma vidas em todo o Brasil

Em fevereiro, a Santa Casa de Franca realizou mais uma importante captação de órgãos, reafirmando seu compromisso inegociável com a vida e com a esperança de milhares de pacientes que aguardam por um transplante em todo o país.

A Santa Casa de Franca é o único hospital filantrópico da região habilitado e estruturado para realizar a captação de órgãos, desempenhando um papel estratégico no Sistema Nacional de Transplantes. Esse trabalho beneficia pessoas de diversas regiões do Brasil que aguardam na fila por uma oportunidade de retomar suas vidas com dignidade, saúde e autonomia.

No município e na macrorregião, essa atuação é realizada exclusivamente pela instituição, que conduz todo o processo — desde a identificação do potencial doador, manutenção clínica adequada, cumprimento rigoroso dos protocolos de morte encefálica, até o acolhimento das famílias e o suporte logístico às equipes especializadas envolvidas na captação.

A ação contou com a participação de equipes externas para captação de rins e ossos — Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e Hospital das Clínicas de Marília — além da equipe interna responsável pela captação de córneas, evidenciando a integração regional entre instituições de alta complexidade e profissionais altamente qualificados.

Um gesto que transforma histórias e impacta milhares de vidas

A captação de órgãos é um processo altamente complexo, que envolve critérios clínicos rigorosos, diagnóstico de morte encefálica conforme protocolos médicos e legais estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, autorização familiar e uma logística precisa para garantir que os órgãos cheguem em tempo hábil aos receptores.

O cenário nacional demonstra a dimensão desse desafio: o Brasil possui atualmente mais de 78 mil pessoas na fila de espera por um órgão ou tecido, podendo ultrapassar 80 mil pacientes quando considerados todos os tipos de transplantes, especialmente rim e córneas.

Para quem aguarda por um transplante, a doação representa muito mais do que um procedimento médico — significa a possibilidade de recomeçar, voltar a enxergar, recuperar a mobilidade, sair da hemodiálise e retomar a qualidade de vida.

O principal desafio: a recusa familiar

Apesar dos avanços na medicina e na organização do sistema de transplantes, a recusa familiar ainda é o maior obstáculo para a efetivação das doações no Brasil.

Atualmente, cerca de 45% a 46% das doações não se concretizam devido à negativa das famílias, mesmo após a confirmação da morte encefálica. Em grande parte dos casos, o motivo é o desconhecimento sobre o desejo do falecido em ser doador.

Por isso, reforça-se a importância do diálogo em vida — conversar com a família sobre o desejo de ser doador é a principal forma de viabilizar a doação.

Humanização, ética e atuação multidisciplinar: pilares da Comissão de Transplantes

Na Santa Casa de Franca, todo o processo é conduzido pela equipe intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos (e-DOT), composta por uma equipe multidisciplinar altamente capacitada, formada por profissionais de enfermagem, médicos, equipe assistencial e apoio institucional.

A atuação dessa comissão vai muito além do cumprimento técnico dos protocolos. O trabalho envolve responsabilidade clínica, ética e, sobretudo, sensibilidade humana.

contato com as famílias é realizado de forma extremamente respeitosa, ética e transparente, seguindo rigorosamente todos os protocolos legais e normativos. A equipe fornece explicações claras sobre o diagnóstico de morte encefálica, orientações sobre o processo de doação e todo o suporte necessário para que a situação seja compreendida sem dúvidas.

abordagem prioriza o acolhimento e o apoio emocional, garantindo total liberdade para que a família tome sua decisão de maneira consciente e tranquila, sem qualquer tipo de pressão.

A enfermeira captadora Nanci Mara Dias destaca: “A e-DOT atua desde 2003 na captação de órgãos e tecidos para transplantes. Sabemos que cada autorização representa a possibilidade de manter outras vidas. Nosso compromisso é técnico, mas também profundamente humano. Valorizamos imensamente as famílias que, mesmo em meio à dor, escolhem transformar sofrimento em esperança.”

Ela também reforça o papel da informação: “Levar conhecimento à comunidade é essencial. Quando as pessoas conversam sobre o tema em vida, facilitam uma decisão que pode salvar muitas outras.”

A enfermeira da comissão de transplantes, Eliana, também ressalta a dimensão emocional do processo: “A família permaneceu conosco por mais de uma hora em acolhimento. Nosso papel é ouvir, explicar, respeitar e apoiar. É um momento extremamente delicado.”

Um dos relatos mais marcantes foi o do pai do doador, que afirmou: “Eu sei que meu filho vai estar em alguém amanhã.”

Esse tipo de gesto evidencia o impacto social e humano da doação — um ato de amor que ultrapassa fronteiras.

Grupo Santa Casa de Franca: compromisso permanente com a vida

Mais do que um procedimento técnico, a captação realizada simboliza a união entre ciência, organização assistencial, ética e solidariedade.

A Santa Casa de Franca integra o Grupo Santa Casa de Franca, o maior complexo hospitalar da cidade e de toda a região, formado por três hospitais (Hospital Geral, Hospital do Coração e Hospital do Câncer) e unidades de saúde administradas em diversas cidades do Estado de São Paulo. O grupo acolhe e beneficia aproximadamente 6 milhões de pessoas, oferecendo assistência de média e alta complexidade com responsabilidade social, excelência técnica e compromisso com o SUS.

É uma instituição que possui importantes títulos que garantem qualidade e excelência na assistência em saúde, como por exemplo: Hospital Amigo da Criança, Angel Diamond para atendimento de AVC, ONA 2 Pleno (Organização Nacional de Acreditação), Hospital de Ensino, 9ª Melhor Maternidade do Estado, entre outros.

Ser o único hospital filantrópico da região a realizar captação de órgãos reforça a relevância estratégica da instituição no cenário da saúde pública e seu papel essencial na manutenção e na promoção da vida.

A instituição agradece a todos os profissionais envolvidos e, principalmente, à família do doador, cujo gesto permitiu que novas histórias fossem escritas — transformando dor em esperança e garantindo que vidas continuem.

Porque doar órgãos é, acima de tudo, permitir que a vida continue.

Rolar para cima